Janeiro Branco é um movimento que visa chamar a atenção para a importância dos cuidados com a saúde mental

O Brasil é o segundo país das Américas com maior número de pessoas depressivas, equivalente a 5,8% da população, atrás dos Estados Unidos, com 5,9%, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS). A depressão é uma doença que afeta 4,4% da população mundial. O Brasil é ainda o país com maior prevalência de ansiedade no mundo (9,3%).

O Janeiro Branco é um movimento que visa chamar a atenção para a importância dos cuidados com a saúde mental. E neste atual contexto em que vivemos, é ainda mais relevante tratar do tema.

Como surgiu o Janeiro Branco?

A campanha foi criada em 2014 por psicólogos de Uberlândia, Minas Gerais, e busca chamar a atenção das pessoas e da sociedade para o tema da saúde mental.

O mês de janeiro foi escolhido porque é neste mês que as pessoas estão mais focadas em resoluções e metas para o ano.

Por que fazer campanha Janeiro Branco?

De acordo com a ANS, a saúde mental provoca reflexos também na economia, constituindo causa de afastamento do trabalho e caracterizando muitas vezes a pessoa como incapaz.

Em 2019, os beneficiários de planos de saúde no Brasil realizaram cerca de 29 milhões de procedimentos relacionados ao cuidado em saúde mental, aumento de 167% contra os números apresentados em 2011.

O Mapa Assistencial da Saúde Suplementar mostra que as consultas psiquiátricas por mil beneficiários de planos de saúde subiram 80% entre 2011 e 2019, enquanto as consultas de psicologia por mil beneficiários evoluíram 199% e as consultas e terapia ocupacional também por mil beneficiários subiram 276%. Ainda no período compreendido entre 2011 e 2019, as internações psiquiátricas por 100 mil beneficiários cresceram 152% e as internacões em hospital/dia de saúde mental por 100 mil beneficiários aumentaram 383%.

Recomendações

 

A Fiocruz lançou uma série de cartilhas com recomendações para o enfrentamento dos desafios da saúde mental. Aqui estão algumas indicações:

  • Reconhecer e acolher os seus receios e medos, procurando outras pessoas de confiança para conversar;
  • Retomar estratégias e ferramentas de cuidado que tenham sido usadas em momentos de crise ou sofrimento e ações que trouxeram sensação de maior estabilidade emocional;
  • Investir em exercícios e ações que auxiliem na redução do nível de estresse agudo, entre os quais meditação, leitura, exercícios de respiração, artesanato;
  • Estimular ações compartilhadas de cuidado, evocando a sensação de pertencimento social, como as ações solidárias e de cuidado familiar e comunitário.
  • Manter ativa a rede socioafetiva, estabelecendo contato, mesmo que virtual, com familiares, amigos e colegas. ;
  • Evitar o uso do cigarro, álcool ou outras drogas para lidar com as emoções;
  • Buscar um profissional de saúde quando as estratégias utilizadas não estiverem sendo suficientes para sua estabilização emocional.

 

Fonte: Agência Brasil
Imagens: Freepik

 

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